O Blog Mata-Burro tem como objetivo compartilhar ideias politicamente incorretas sobre assuntos variados. Teremos também humor, curiosidades, imagens e textos, entre outros.
Pra todos aqueles que moram no Rio Grande do Sul e acham que os paulistas não tiram sarro da gauchada e não "defendem" seus interesses!!!
Sempre aos domingos: Malditos paulistas!
Texto de Marcio R. Castro
Tem um gaúcho aqui no trabalho, colorado doente. Claro, adoramos falar de futebol. Juntos com mais alguns marmanjos, fazemos bolões e apostas, tiramos um sarro, torcemos ainda mais para os nossos times (rezando para escapar dos deboches da segunda-feira).
Como já percebi diversas vezes em seus conterrâneos, inclusive na imprensa sulista, também nele existe aquele bairrismo típico dos gaúchos. Há um terrível complô contra eles. Eu faço parte do grupo dos vilões, os paulistas.
Com Inter e Corinthians na final da Copa do Brasil, leio aqui e ali notícias de que o Colorado está preocupado com possíveis favorecimentos ao Corinthians. Afinal, os paulistas são sempre beneficiados. Têm mais influência, são mais poderosos. Malditos paulistas!
Argumento que o Inter foi campeão das Américas em cima de um paulista, o São Paulo. Que era o atual campeão continental. Com três títulos no currículo, sempre presente, influente nas rodas da Conmebol. Começo a mudar de ideia, era óbvio que teria um esqueminha para ajudá-lo... Mas não é que o Inter venceu?
O gaúcho se irrita: “Bah, tchê, tu vai falar que não existe nada? E 2005, e o pênalti no Tinga???
A coisa é tão séria que até o impossível acontece. Contra o inimigo “estrangeiro”, colorados e gremistas se unem. Quem já não ouviu por aí a certeza gremista de que foram roubados no último Brasileirão. E foram mesmo, uma vergonha! Tudo para ajudar um clube paulista, só não vê quem não quer. Excetuando-se, claro, o confronto direto com o São Paulo no Olímpico. Logo naquele jogo o Grêmio foi beneficiado por erros da arbitragem.
Não são só os gaúchos que têm certeza da roubalheira pró-paulista. O sentimento é bem difundido Brasil afora. Em Pernambuco, por exemplo, o Sport fez um grande escarcéu, exigindo árbitros internacionais nos jogos contra o Palmeiras na Libertadores. Lá vêm os paulistas, temos que nos precaver. Dessa vez, não!
Nem adianta relembrar aos rubro-negros de que na conquista da Copa do Brasil, o Sport atropelou o Palmeiras e, mais tarde, despachou também o Corinthians. Decidindo os dois confrontos em casa. Com lance de pênalti duvidoso no finzinho do segundo jogo final, a favor do Corinthians. Que não foi marcado.
Não acredito num mundo cor-de-rosa. É claro que podem acontecer sacanagens, manipulações e favorecimentos, como já ocorreram diversas vezes. Também sei que existem pressões em arbitragem, brigas de bastidores, influências políticas indevidas.
Agora, definir tudo o que acontece como armação está mais para transtorno obsessivo-compulsivo. Para muitos incautos, todo erro de arbitragem é a prova inconteste de alguma grande conspiração. Ninguém se lembra muito dos lances que favorecem o próprio time.
Bairrismo sem sentido, complexo de inferioridade, inveja dos vencedores, raiva da cobertura auto-centrada do eixo Rio-São Paulo. Esses são os principais sentimentos por trás de tudo isso. Muitas vezes, todos misturados, enraizados em nossa cultura futebolística.
E está latente em todo o lugar. Entre os paulistas também. O esporte preferido dos palmeirenses hoje não é futebol, é espalhar aos quatro ventos que o São Paulo é favorecido. Porque você acha que eles estão ganhando tanto?
Há alguns anos, eram os tricolores que ficavam choramingando pelos cantos. Também, com aquela máfia italiana. Era o esquema Parmalat! Não importa que os verdes montaram esquadrões atrás de esquadrões, tudo era roubo.
Além dos inimigos íntimos, os paulistas também se consideram perseguidos lá “fora”. Para nós, os cariocas são os vilões. Estão próximos da CBF, são malandros. A Globo é de lá, meu deus!
Só não entendo porque, então, o Fluminense perdeu a Copa do Brasil para o Paulista de Jundiaí. Ou porque o Flamengo apanhou do Santo André em pleno Maracanã. Mas peraí, os dois pequenos são times de São Paulo. Bem que o gaúcho avisou: malditos paulistas!
Viu só? Somos um bando de gente bairrista e paranóica. Não queremos admitir a superioridade natural, intrínseca dos paulistas.
Acho que deveríamos, agora, ficar com vergonha e dar a mão à palmatória: Os paulistas, além de serem melhores do que nós em tudo, são mais sutis, discretos, mais educados... coisa tíipica de povos superiores. São como uma espécie de "Lordes Ingleses", do alto de sua educação refinada.
Comecei a mudar de ideia quando minha filha me deu um gato de presente. E logo ficamos amigos, eu e o gato.
NUNCA TIVE INTIMIDADEcom os gatos e sempre os olhei de longe, com desconfiança. Preconceito meu, sustentado por uma estória que minha mãe contava de um gato que havia matado um padre. Hoje sei que ele não o teria feito se não tivesse razões... Os bichos que amo são os cachorros e eles me amam. Meu amor pelos cachorros se consubstanciou num artigo que escrevi sobre minha cadela Lola, a pedido da Redação da Folha. Olhando para os seus olhos que estavam fixos nos meus, eu me perguntei: "O que será que ela pensa de mim?" Sobre isso escrevi. Cães, nem sei quantos tive: pastores, dobermans, dálmatas, boxers, weimaraners, cockers... Os dobermans foram os mais obedientes; os boxers, os mais mansos e efusivos. A Nina, dálmata, foi a mais desobediente e não gostava de crianças. Era preciso trancá-la quando havia crianças em casa. Menino, eu sonhei ter um cãozinho. Mas nunca me foi permitido ter um. Realizei o meu sonho simbolicamente: comprei um caderno de desenho dos grandes no qual fui colando fotografias de cachorros que eu recortava de revistas . Meu amor pelos cachorros assim se realizou platonicamente. Mas nunca tive simpatia pelos gatos. Também eles nada fizeram para que eu gostasse deles. Os cachorros são comunicativos, querem fazer amigos, têm um humor italiano, fazem barulho, estão sempre sorrindo com o rabo, gostam de brincar e seu único desejo é agradar os seus donos. Uma amiga enviou-me um e-mail contando da sua cadela labrador, adolescente, chamada Lua. Pois a Lua gosta de plantas, especialmente bromélias, que arranca do jardim e deposita na porta da cozinha com latidos de felicidade, que, se traduzidos, querem dizer: "Eis o presente de flores que colhi no campo para você...". Os cães se parecem tanto com os humanos! O que já havia sido constatado por um dos nossos antigos ministros, que, inquirido sobre as razões que lhe permitiam transportar o seu cão em carro oficial, explicou: "Os cachorros também são seres humanos...". Se isso tivesse acontecido no Egito Antigo, e um ministro fosse inquirido pelo seu uso das carruagens oficiais para transportar o seu gato, a resposta seria mais surpreendente: "Não sabe o senhor que os gatos são seres divinos?". Sim, no Egito os gatos eram deuses. Talvez algo dessa teologia tenha escorrido até nós. Pois não dizemos de uma mulher bonita "ela é uma deusa" e "ela é uma gata"? Mas comecei a mudar de ideia sobre os gatos quando minha filha me deu um gato de presente. E logo ficamos amigos, eu e o gato. Hoje o meu médico me enviou um artigo que apareceu em 26/7/ 07 no "The New England Journal of Medicine", um dos mais respeitados periódicos das ciências médicas. Sobre um gato chamado Oscar. Oscar vive numa instituição que acolhe pessoas em estado terminal. Diariamente, segue uma rotina. Abre os olhos preguiçosamente e põe-se a fazer aquilo a que os médicos dão o nome de visita: vai de leito em leito, sobe na cama, cheira o ar e faz o seu diagnóstico. Se não é para acontecer naquele dia, ele desce e vai para o leito seguinte, onde repete o procedimento. Se, por acaso, sua misteriosa sensibilidade detecta o cheiro ou as vibrações ou a música da morte, ele se aloja junto ao moribundo e a enfermeira sabe que é preciso avisar os parentes. Isso me deixou apreensivo porque o meu gato tem insistido em dormir na minha cama -e é preciso expulsá-lo à força. Será que faz isso por gostar de mim ou para que os outros avisem meus parentes?
Em tempos de gripes globais é bom saber como "a coisa" funciona, né mesmo?
Estrutura básica de um Vírus
Os vírus são seres diminutos, medindo cerca de 0,1µm de diâmetro, com dimensões apenas observáveis ao microscópio eletrônico. Basicamente são constituídos por ácido nucléico que pode ser o DNA ou o RNA, envolvido por um invólucro protéico denominado capsídeo, que além de proteger o material genético, combina-se quimicamente com receptores membranares das células parasitadas.
Esses seres são acelulares, não possuindo orgânulos que desenpenham a complexa síntese bioquímica. Somente exprimem atividades vitais: reprodução e propagação, no interior de uma células hospedeira. Portanto são considerados parasitas intracelulares obrigatórios.
Quando a relação parasitária se estabelece, o material genético virótico assume o comando da célula, voltanto quase que exclusivamente o metabolismo para originar centenas de novos vírus em questão de minutos.
Alguns são classificados como envelopados, possuindo um envelope lipoprotéico procedentes da membrana da célula hospedeira. Nessa classificação enquadra-se com destaque o vírus da Imunodeficiência Humana -HIV.
Propagação dos vírus com lise da célula hospedeira.
Geralmente o termo vírus faz referência ao processo de instalação / infecção em organismos eucariontes (que possuem material genético envolvido por membrana nuclear) enquanto o termo bacteriófago, é designado aos vírus que se instalam em procariotos (organismos que não possuem membrana nuclear envolvendo o material genético da célula: bactérias).
Atualmente foram identificadas aproximadamente 3.600 espécies, que podem infectar bactérias, plantas e animais, bem como se instalar e causar doenças no homem. Cada doença com particularidades quanto ao modo de transmissão, características da infecção e medidas profiláticas.
As doenças viróticas que mais acometem o organismo humano são as seguintes: Gripe, Catapora ou Varicela, Caxumba, Dengue, Febre Amarela, Hepatite, Rubéola, Sarampo, Varíola, Herpes simples e Raiva.
Um pequeno comentário deste blogueiro:
A espécie humana é muito orgulhosa de sua condição de "espécie superior", não é mesmo? Pois imaginem se um dia um desses vírus - que volta e meia surgem e causam grandes "estragos" em nossa sociedade humana- começar a fazer uma mutação qualquer e acabe se tornando fulminante para nossa espécie, ao se propagar pelo contato físico e pela respiração? Não esqueça que a famigerada "gripe suína" já tem a novidade de se propagar assim. Por sorte não é tão letal para nossa espécie. A preocupação dos cientistas é com a possibilidade de esse vírus transmutar para um tipo que "drible" completamente nosso sistema imunológico e se torne letal para os humanos.
Imaginem a ironia: a espécie mais complexa e evoluída ser dizimada por um ser acelular, que de tão pequeno só pode ser visto por um microscópio eletrônico?
Lembrei de um comentário muito inteligente de um músico brasileiro chamado Guilherme Arantes, que tem a seguinte teoria: "Nós, seres humanos, estamos envenenando (poluíndo) o sangue do planeta terra (as águas). Estamos destruíndo o seu sistema respiratório (as florestas e as algas dos oceanos). Intoxicando o oxigênio que a terra produz e precisa, e quebrando sua coluna dorsal fazendo testes com bombas de Hidrogênio, explodindo-as no interior da terra. Ou seja: o planeta é um ser vivo, e nós estamos destruíndo esse ser vivo." Quando um ser vivo se instala em outro, e se nutre desse outro destruíndo-o, esse ser parasitário se torna tão prejudicial quanto um vírus, e precisa ser dizimado pelo hospedeiro. Para Guilherme Arantes, nós, como espécie, somos um vírus letal para o planeta, e o planeta, como todo o ser vivo, já está tratando de fazer seu sistema imunológico destruir a espécie que se tornou uma ameaça, a espécie humana. E como ela está fazendo isso? Talvez criando um vírus que destrua o "virus humanidade".
Aqui está um vídeo que deveria ser largamente divulgado pelos meios de comunicação para acabar de uma vez por todas com o enorme preconceito que sofrem os felinos. Há uma idéia que é senso comum, e que rola por aí, de que os “gatos” (felinos) são “bichos traiçoeiros”, que só gostam “da casa” e não “do dono”, que o cachorro é fiel e o gato não, e um monte de bostas ditas por pessoas que adoram a submissão dos cachorros, pois atende ao seu ego monumental. Gosto tanto de cachorros quanto de gatos, mas sei que são animais com qualidades e temperamentos muito diversos. Cabe a nós saber compreender essas diferenças com sabedoria e compreensão para não criarmos preconceitos idiotas e saírmos por aí propagando imbecilidades. Os cães são animais gregários, que necessitam de lideranças em suas matilhas, herança de seus parentes próximos, os lobos. Vem daí essa sua aptidão para obedecer aos donos humanos de forma incondicional, pois esses humanos acabam desempenhando o papel de "líderes de suas matilhas". Com os gatos a coisa é diferente, nós humanos temos de lidar com amor compartilhado, tem de haver reciprocidade, desapego e pouco ego. Com o gato é assim: se você mostrar que gosta de mim de verdade eu vou lhe mostrar que gosto de você de verdade. O gato é um animal com muita personalidade, com uma pitada de mistério, de sabedoria oculta, só disponívela quem for profundo o suficiente para conhecer os mistérios desse animal que já no Egito antigo era venerado pelos sacerdotes, e no Tibet é considerado companheiro e uma espécie de “câmera que nos filma e transmite para outras dimensões”. Tanto assim que os monges budistas os têm por todos os aposentos dos templos.
Dito isto, olhem esse vídeo e digam se o que acabam de ler sobre amizade verdadeira, sobre fidelidade, amor e sentimento profundo é verdade ou não.
- Estatamos todos orgulhosos. Somos uma espécie de novos-ricos. Já podemos olhar para os países pobres com um certo desdém. Como é bom ser governado por um partido tão competente, por um presidente que nos elevou à condição de país rico.
João
- Mas como assim, ricos? E aquelas favelas enormes que temos pelo país afora?
Pedro
- Isso já já vai acabar, o nosso Presidente vai resolver isso, com certeza!
João
- Mas e aqueles miseráveis que não têm onde morar, também vão contribuir com o dinheiro que os brasileiros vão emprestar ao FMI?
Pedro
- Sei lá, acho que não. O Presidente vai resolver isso, com certeza!
João
- E aquelas crianças que pedem dinheiro nos semáforos de todo o país vão ter que contribuir para o empréstimo ao FMI?
Pedro
- Sei lá... Não enche com essa história de sem-teto, de criança pedindo no semáforo! O que importa é que agora somos chiques !Não viu o Lula dizendo queé chique a gente emprestar dinheiro ao FMI?
João
-Não, não vi.
Pedro
- Tá vendo, João? O seu problema é esse! Você é muito mal-informado... Você não entende direito o que está acontecendo, você é muito alienado!!!
Confesso que andei sonhando. Sei que essa não é uma atitude recomendável a qualquer brasileiro que se julgue minimamente prudente, que não queira cair das nuvens por acreditar no bem triunfando sobre o mal, mormente nos tempos bicudos em que vivemos atualmente no país.
Pois a coisa se deu aos poucos. Fui seguindo as notícias, acompanhando as ponderações dos jornalistas, fazendo algumas ilações e fechando algumas conclusões. Refiro-me às notícias sobre a atuação da Polícia Federal na operação Satiagraha. É isso mesmo, as notícias de um delegado de nossa Polícia Federal cercando e prendendo figurões da política e seus asseclas me fizeram sonhar. Os acontecimentos começaram a me fazer imaginar uma dessas guinadas que a história dá sem mais nem menos, sem uma preparação prévia, sem que ninguém espere, do tipo: queda do muro de Berlim, que realmente aconteceu, mas que até hoje, vez em quando, nos perguntamos se realmente aconteceu de verdade, pois parece que não aconteceu. Me fez pensar que talvez o inesperado tivesse resolvido fazer uma surpresa e tivesse começado uma limpeza no cotidiano de nosso país; uma espécie de justiça tardia, mas que, afinal, havia chegado. Era a chegada de um daqueles acontecimentos jubilosos para o povo, que assiste, já sem esperanças, a injustiça campeando pelo país. Tudo começaria a ficar mais claro e justo. Aqui não mais seria o país onde um ladrão de galinhas é imediatamente preso e condenado, enquanto um político poderoso rouba dinheiro que deveria estar em hospitais públicos para curar milhares e milhares de moribundos miseráveis que vemos pela televisão jogados em macas improvisadas nos corredores de casas de saúde completamente abandonadas pelo poder público. Não mais veríamos, aquele mesmo político abjeto e ladrão sendo solto por um Habeas Corpus, impetrado por advogados caríssimos, que se dedicam a livrar gordos tubarões das malhas da justiça. Era chegada a vez da justiça para todos. Não mais haveria políticos roubando dinheiro da merenda escolar de crianças subnutridas em escolas de sapé, nos rincões do país.
Quanta ingenuidade, meu Deus! Quem pode confiar?
Pois as notícias mais atualizadas dão conta de que o nosso protetor, o nosso heróico delegado justiceiro, o policial destemido e cinematográfico, o tal delegado Protógenes Queiroz parece que estava à serviço do chamado “poder constituído”. Em outras palavras, nosso herói apenas tratou de “enquadrar” os políticos corruptos do time adversário, ou seja,o que emanava e que vinha de cima, do Palácio do Planalto, era bem claro para ele: vamos prender todos os figurões corruptos, desde que não sejamos nós, os figurões corruptos chapa-branca, do governo atual, afinal, as eleições vêm aí, e prender políticos corruptos da oposição vai nos encher de votos ali na frente!
Bem feito para mim! Quem mandou sonhar? Quem mandou achar que esse é um país viável?
Sabe do que mais? Acho que vou deixar aqui uma sugestão à todos os brasileiros honestos e ingênuos como eu: Vamos fazer o que mandou o poeta Manuel Bandeira: vamos embora pra Pasárgada!
Será que alguém vai entender? Clint Eastwood retoma o personagem truculento e tosco de outrora para dar um rumo e situar na história, diante da atualidade, aquele ponto de vista. É certo que o durão de outrora merecia ser revisitado, por tudo, até para supor um amadurecimento e mudança de atitude. No entanto o que me parece mais apropriado é o fato desta história, tão bem contada por este fantástico ator/diretor, abordar o encontro de um homem de 80 com um cara de 17 anos.
Há uma frase no roteiro que é uma sentença: enquanto estes pilantras estiverem por aí os jovens decentes não terão a menor chance. E diz isso se referindo a uma pseudo-gangue do bairro, que curte hip-hop e tem aquela cultura horrorosa de achar que com armas tudo se resolve. E vendo-se refletido nos tais jovens, percebe que este não é o método e que o jovem comum, boa pessoa, não tem chance de sobreviver num mundo em que os brutos tendem a vencer sempre. A gangue que ameaça o tal garoto do filme é a mesma que, em outro momento, o protege de outra gangue.
Gangue? Bad boy? Achar bonitinho e supor que estes caras são a versão atual dos jovens rebeldes de outra eras é muito burro e superficial. A tal cultura hip-hop de pimps, hoes, bitchs é ridícula! E copiada aos estertores por todos os jovens do mundo! Enquanto este modelo vingar, não há a menor chance!
Espero que isso, para quem ver o filme, fique claro!
A solução é: cumprir a lei! E se a lei é desagradável, lutar para mudá-la. Ponto final.
Tiroteio nas ruas tranquilas do Rio de Janeiro. O bagulho sendo vendido e sendo comprado regularmente, apesar do terror e das mortes. Não dá pra dizer que a sociedade não esteja fazendo sua parte. A parte ruim está sim, que é alimentar este estado de coisas com a omissão ou olhando par ao outro lado. Ninguém luta para a legalização ou para de comprar.
Vai ver nem pensam no assunto. Botam Black Eye Peas no som, bem alto, e ficam cantarolando My Hump. Sem saber direito o que estão dizendo ou fazendo da vida.
Para se entender esse país é preciso um bocado de agudeza para observar aquilo que poucos conseguem ver, ou que os meios de comunicação não mostram; às vezes por falta de qualidade, às vezes por falta de vontade. Pois vou falar de uma coisa que sempre é “esquecida” pela imprensa do eixo Rio-São Paulo, por exemplo. É que no futebol também estão presentes as maracutaias, tão conhecidas nossas no terreno político deste que já foi chamado Terra de Vera Cruz e depois Terra de Santa Cruz, mas que hoje é mais conhecido como Brasil. Digo isso porque nós, meros seres crédulos na bondade intrínseca humana, ou apenas cidadãos ingênuos, imaginamos que um campeonato disputado entre times de todos os estados do país deve estar organizado de maneira tal que nenhuma região ou clube tenha privilégios, ou qualquer tipo de favorecimento por parte daqueles que detêm o poder, seja como dirigentes esportivos, políticos, ou jornalistas, não é mesmo? Pois é... Não é!
Pois então, torcedor de outros estados que ficam fora do eixo: o que você me diria se soubesse que inúmeros impostos que o Governo Federal cobra de você todos os meses, além de serem (como diria Chico Buarque) “subtraídos em tenebrosas transações”, são também - pasme você – “emprestados, à título de patrocínio”, não para seu time aí no Oiapoque ou no Chuí, mas para famosos e poderosos times do Rio de Janeiro, ou de São Paulo? Não acredita? Pois então me diga: Qual é o patrocinador do Flamengo do Rio de Janeiro?Pois é...a PETROBRAS, éééé...Ela mesma! Agora me diga uma coisa: a tal de PETROBRAS não é uma empresa com uns 80% de capital público? Ou, em outras palavras: com capital de todos os brasileiros?E como é que nós colorados, gremistas, cruzeirenses, atleticanos, paranistas, torcedores do Sport Recife, como é que nós ficamos nessa história? Quer dizer que estamos pagando para o Flamengo ter grana para comprar jogadores, preparadores físicos, treinadores, contratar bons médicos, fisioterapeutas etc?Para ficar forte para competir contra os nossos times? Que beleza, não? A gente gosta de um time, mas paga para reforçar os adversários desse nosso time preferido? Aliás, o Flamengo - segundo seu Presidente - está falido!!!Quatro meses sem pagar os jogadores (parece que hoje apareceu um dinheiro, não se sabe de onde, e dizem que vão acertar com os atletas). Aonde foi parar o nosso dinheiro, aquele que mandamos ao nosso rival, o Flamengo?
E, curioso, eu nunca vi nenhum jornalista do chamado eixo fazendo uma denúncia a respeito dessa iniquidade! Nem mesmo (ou principalmente) os chamados - de “esquerda”- sempre tão sensíveis contra as injustiças sociais. será porque a PETROBRAS é uma empresa controlada pelo Governo Federal que, casualmente, hoje é do PT?
Só para não parecer uma picuinha deste que costuma bater com um relho bem gaúcho nas espaldas dos “caramurus” cariocas e paulistas, vou deixar aqui uma denúncia de um daqueles sujeitos de esquerda, um jornalista paulista e petista declarado (e ora dissidente, parece que por uma “vontade não atendida” pelos correligionários) e que mostra bem como funcionam os conchavos dentro do mundo do futebol brasileiro.
Estou falando de Juca Kfouri, um jornalista de São Paulo, afeito a denúncias indignadas (quando são de seu interesse, é claro!)Leiam!
Por que a Batavo
Muita gente estranhou a presença do presidente do Corinthians na festa de 63 anos do ex-ministro José Dirceu.
Estranhou por desconhecer que Andrés Sanchez sempre fez parte do baixo clero do PT.
Muita gente também estranhou a Batavo como nova patrocinadora do Corinthians, quando o Carrefour era dado como certo.
Para isso também existe uma explicação.
A Batavo é do grupo Perdigão, que é controlado pela Previ, a Caixa Previdenciária dos funcionários do Banco do Brasil, que tem, como principal acionista, 14,15% das ações da empresa, como a Petros, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, tem 12,04% e é a segunda maior acionista.
O presidente da Previ é indicado pelo presidente do Banco do Brasil que é, naturalmente, do Partido dos Trabalhadores.
Desnecessário dizer que o presidente do Banco do Brasil é nomeado pelo presidente do Brasil.
Que, por sua, também é redundante informar, torce pelo glorioso SC Corinthians Paulista.
Patrícia tem 15 anos e anda açodada, correndo atrás de tecidos para fazer um vestido estilo indiano, igual ao da atriz da novela. Ela admite que adora novelas e que não entende por que perdem tempo passando aquelas coisas chatas na televisão como documentários e telejornais. Ela abaixa o som que toca uma música sertaneja e diz que também ama pop rock nacional. Segundo ela, bastava que houvesse os programas vespertinos, aqueles que fazem fofocas das celebridades, o Big Brother, suas novelas e pronto: a televisão já seria ótima. Vai muito mal na escola, que acha outra chatice, com aqueles professores que só "enchem" o tempo todo. Por ela, passaria o tempo inteiro no shopping com as amigas, mas seu pai nunca dá dinheiro suficiente, aliás ela não entende por que seu pai nunca tem dinheiro, vive se queixando da vida... coisa chata, meu Deus!
Seu pai, que passa o domingo inteiro no boteco da rua jogando sinuca, escutando o jogo do Corinthians e bebendo cerveja, quase não sabe ler, pois nunca se interessou pelas letras quando adolescente, o negócio dele era caçar passarinho e jogar bola no morro perto de sua casa. De vez em quando, roubava umas roupas nos varais da vizinhança para comprar coisinhas como chinelos de dedo e trouxinhas de maconha. Não costuma bater na mulher, só quando ela reclama demais de suas bebedeiras, aí, como ele costuma dizer, não tem cristão que aguente. A mulher é analfabeta, fuma três carteiras de cigarros por dia e não liga de lavar tanta roupa, o que mais a incomoda é ter de fazer a janta bem na hora da novela das oito. Quase não dá pra entender o que estão dizendo, ainda mais porque ela quase não entende nada do que essa gente de televisão fala, e, como diz, - É por isso que eu gostava do programa do "ratinho",ele fala de um jeito que a gente entende tudo!"
Seu Severino, pai da Patrícia, ensinou a mulher a votar nos candidatos que ele escolhe. Ele já tem mais de 60 anos e não consegue mais trabalho. Vive de "bicos" há mais de dois anos. Mal consegue caminhar, pois tem problemas sérios de circulação nas pernas que vivem inchadas, além do problema do fígado e do diabetes. Não se trata porque desistiu de ficar seis ou sete horas na fila do posto médico e receber uma senha para comparecer 15 dias depois para se consultar com um médico que nunca aparece para trabalhar, mas tem fé em que o atual governo vai "dar um jeito nas coisas". Dona Maricota, mulher do seu Severino, mãe da Patrícia, também anda com a saúde frágil, anda com a "vista fraca" e tossindo muito depois de fumar. Diz que tem medo que seja "doença ruim" dos pulmões. Patrícia, alheia ao que ocorre com os velhos, segue sua rotina alucinada por novidades. Arrumou um "paquerinha" que dizem ser bom de bola, mas ela não sabe se é verdade, afinal não entende nada de futebol. Só sabe que se ele "virar jogador" ela vai comprar tudo o que sonhou, e nem vai se importar se ele viver "enrolado com a mulherada". Dizem - mas ela não acredita - que ele anda com más companhias e que já tem ficha na polícia por roubo e tráfico de drogas.
Patrícia já andou levando uns safanões desse namorado quando este chegou bêbado de uma "pelada". Ultimamente ela deu para fumar, e tem lavado as roupas do novo namorado, que foi expulso de casa por estar desempregado há dois anos. Apesar de andarem discutindo muito porque o cara só quer saber de escutar os jogos do Corínthians e jogar sinuca, eles vão casar mês que vem. Patrícia às vezes tem tossido muito por causa de seu novo hábito de fumar, e diz que o namorado, apesar de tudo, é muito legal: ele até já foi com ela votar. Ele ensinou direitinho como fazer, e até ensinou a ela que o candidato bom era aquele no qual ele iria votar. Eles têm fé de que o atual governo vai "dar um jeito nas coisas".