Neste Blog teremos ideias politicamente incorretas, posicionamentos independentes e novidades do campo cultural, artístico e científico.
Falaremos sobre assuntos de extrema relevância como futebol, e assuntos corriqueiros como universos paralelos, dobras do tempo, matéria escura, energia escura e outos temas igualmente leves e acessíveis.
Mecânica Quântica e Budismo: quando os saberes humanos se encontram.
Esse tema que aqui apresento esclarece definitivamente que ciência e filosofia (oriental milenar) não são opostas, pelo contrário, são convergentes, só que a ciência ocidental só descobriu isso agora, quando cientistas, utilizando a Mecânica Quântica, tropeçaram em fenômenos que acabaram comprovando os ensinamentos budistas.
A palavra Zen é derivada de uma palavra do idioma hindi, Diana,que foi levada em escrituras budistas para a China e lá se transformou em Chan, que ao chegar ao Japão se transformou em Zen. O Budismo Zen - ou Zen-Budismo - é considerado o Budismo da meditação, já que a palavra Zen significa meditação. É importante que se diga que a meditação Zen-Budista é bem diferente do que conhecemos como meditação aqui no Ocidente. O Zen-Budismo parte do princípio de que esse mundo em que nos encontramos é como uma espécie de sala de espelhos retorcidos de um parque de diversões, e o que vemos nesses espelhos (nossa realidade) não é exatamente como achamos que é, e tudo isso causado por nossa própria mente que nos dá a falsa ilusão de que podemos conhecer a natureza das coisas que vemos ou sentimos. Por saber que nossa mente tem essa natureza, a meditação Zen se baseia em deixar que essa mente enganosa vá se acalmando, serenando até parar, como um lago que está perturbado por uma pedra jogada em seu leito, mas que depois de algum tempo se acalma e deixa sua superfície plana e espelhada. Só a partir dai então veremos claramente nossa verdadeira natureza. Para os budistas, procurar a verdade e a natureza de todas as coisas com essa mente do dia a dia é como procurar um boi montado nesse próprio boi.
Para que você possa melhor fazer as relações entre Zen-Budismo (filosofia oriental milenar) e as descobertas da Mecânica Quântica (Ciência que estuda os sistemas físicos na escala sub atômica, ou seja: que atua nas dimensões abaixo da escala do átomo, deixei aí embaixo alguns termos (palavras) originárias do Sânscrito Pali, e seus significados, e que são muito usadas nas escrituras budistas.
Jiji Muge - A livre interdependência entre todas as coisas.
Samsara - Ciclo de renascimentos e mortes.
Maya - Ilusão. Pode ser interpretada como a característica básica desta esfera (este período de existência em que nos encontramos), e que o budismo chama de "esfera das ilusões".
Gostaria de recomendar às pessoas com mente curiosa e livre de ideias preconcebidas que assistam o vídeo abaixo e pesquisem o assunto com mais vagar, pois é um tema lindo, profundo e vasto.
Por favor, nunca mais confunda Zen-Budismo com religião. Zen-Budismo é uma filosofia, baseada em experiências vividas por mentes maiores e passadas adiante por mentes ainda enormes, mas menores.
Você já se pegou enfurecido com alguma coisa que não funciona e atribuiu isso ao outro, àquele que entregou algo atrasado, ou ao vizinho que insiste em ouvir música a todo o volume às onze e meia da noite? E aquele sujeito que lhe dá uma buzinada fortíssima no exato instante em que o semáforo acaba de abrir?
Eu poderia citar aqui inúmeras situações irritantes causadas pelos outros e que nos dão a impressão que vivemos em uma terra de zumbis irresponsáveis e trapalhões, ou sonâmbulos desastrados. Eu, porém, preciso perguntar uma coisa: você já se deu conta que tudo funciona perfeitamente como deve ser em um país como o nosso? Você não entendeu, não concorda? Pois então observe: como você espera que um país funcione diferente daquilo para o qual seu povo foi “preparado’? Como você quer que as coisas funcionem diferentemente se fomos “estimulados” a gostar de fazer do modo que fazemos? Não entendeu muito bem ainda, não é? Pois eu acho que você talvez não tenha percebido com clareza em qual país vive e eu acho que vou ter de lhe dar uma mão. Amigo, você vive em um país em que a Gretchen (cantora pornô-brega) escreve um livro, e, pasme, este livro é publicado e, pior ainda: é lido, e por milhares de pessoas! Você, meu amigo, vive em um país em que os candidatos a cargos eletivos têm o nível de cidadãos como: “Tati Quebra-Barraco” (cantora de “funk carioca”). Netinho de Paula (ex- integrante de um grupo de pagode chamado “negritude Júnior”). Agnaldo Timóteo (cantor brega antigo, e que já exerce cargo político há muitos anos) Biro-Biro (ex-jogador do Corinthians paulista e analfabeto funcional). São apenas pequenas amostras de um mundo de candidatos com esse perfil, e foram ou serão votados por milhões de nós. Você, amigão, vive em um país em que uma geração de pais prestigiou e consagrou pessoas como Erasmo Carlos (um compositor, cantor e instrumentista, que não sabe escrever, não sabe cantar e não sabe tocar). Agora, meu querido, você “formou” uma geração que idolatra “grupelhos” musicais como Fresno, ou NX Zero. (bandinhas adolescentes formadas por “músicos” que não sabem o que é uma unidade de compasso, mas entendem muito de como se vestir e cortar o cabelo de forma que agrade aos meninos, que passam a imitá-los, e às meninas). Somos cidadãos que pagamos taxas de trânsito extorsivas e vemos nossos carros destruídos pelos buracos das ruas, semáforos quebrados por dias seguidos e que nos matam em acidentes, mas achamos tudo “normal”. Acreditamos em nossa democracia e votamos levados às urnas como robôs programados por campanhas televisivas, e até discutimos política apaixonadamente, sem nem mesmo sabermos o que realmente significa democracia, em um país em que “trabalhamos” a cabeça do povo com novelinhas medíocres, musiquinhas “dançantes” e ídolos de pés-de-barro, na política, no mundo jornalístico e nas artes. Que tipo de democracia é esta se o poder, que deveria emanar do povo, pelo povo e para o povo, surge de ideias formadas por um povo sem ideias, sem informação relevante e sem cultura, e, por conseguinte, sem senso-crítico? Temos um ensino capaz de formar cidadãos competentes e ao mesmo tempo pensantes? Temos polícia bem equipada, bem preparada e bem paga? Temos Justiça, ágil, e igualitária? Você, meu amiguinho, está em um barco pilotado por uma tripulação que não foi preparada para levar adiante esse barco, e não adianta gritar porque a massa, a maioria é ignorante, cega e surda.
Senhor, olhai por nós, o país dos boçais, e fazei com que nenhum iceberg cruze nosso caminho. Amém!
Certa vez alguém me perguntou como poderia saber com certeza se um músico seria bom, se a obra desse músico seria de bom nível, já que esse meu interlocutor se dizia um leigo com relação à arte da música.Tive a impressão que ele me julgava capaz de dar-lhe alguma referência, algum critério para que pudesse fundamentar com segurança seus futuros julgamentos, suas futuras escolhas sobre quem e o que ouvir. Suspeitei que ele me escolheu para essa orientação por saber que trabalhei alguns anos como músico profissional, o que talvez me desse certa condição para analisar com algum conhecimento de causa melodias, harmonias e ritmos, na parte estritamente musical. Talvez julgasse que, por eu ter feito letras, reunisse alguma condição de interpretar as mensagens nas obras, e todas aquelas regras de redação que deveriam estar contidas em boas letras de canções. Na hora em que ele me perguntou tive alguma dificuldade - eu diria muita - para tentar formar um quadro dos elementos indispensáveis que precisam estar presentes na obra de alguém que pretenda dizer algo utilizando a arte musical como veículo dessa mensagem.
É preciso que se diga que vivemos um tempo, no planeta inteiro, em que cantores cantam mal, músicos tocam mal e letristas escrevem mal. Não todos, é claro, só 99,9% deles. Digo isto ao lembrar de uma frase de Chico Buarque, que quando foi perguntado sobre o ato de fazer letras de música, disse: "Eu acho que se o sujeito quer dizer alguma coisa tem que ter o que dizer e saber como dizer essa coisa. Se ele não tiver essas condições é melhor que faça música instrumental, se souber fazer isso, é claro".
Hoje, e nesse momento, acho que seria mais fácil indicar o caminho para aquele meu inquiridor, já que o tempo e a oportunidade me permitiram poder mostrar aqui o trabalho de um grande artista homenageando outro grande artista. Trata-se de Don McLean. Acho que este artista é uma espécie de síntese do que seria um músico completo, já que ele reúne todas as condições indispensáveis para que alguém seja considerado um músico de alto nível. Ele simplesmente, canta maravilhosamente bem, toca muito bem e tem o que dizer, ao mesmo tempo em que sabe como dizer em suas letras igualmente excelentes.
O que você vai ouvir é uma linda canção, mas ao mesmo tempo é uma aula definitiva do que é um músico mostrando uma grande obra, fazendo uma comovente homenagem a outro grande artista.
Se você não conhece o idioma inglês, aqui vai uma sugestão para que possa curtir a música, ao mesmo tempo em que acompanha a mensagem maravilhosa do artista: role a página até o vídeo, ponha para tocar, depois suba um pouco até a letra, e acompanhe o que Don McLean diz para Vincent Van Gogh e para muita gente.
Nada como a palavra de um defensor das massas desvalidas da Sociedade! He,he,he,he
Amigos, já fui cartunista de jornal por muito tempo, há muito tempo. Hoje, vendo o descalabro da política brasileira, lembro que naquela época havia um dogma defendido pelos cartunistas que era o seguinte: Se aparecer um cartunista "a favor" do governo a gente cai de pau nele! Eu lembro também que todos - ou pelo menos 100% - eram de esquerda (inclusive eu, apesar de ser um pouco desconfiado de tanta retidão, tanta coerência e bondade para com "as massas exploradas pela burguesia"). Hoje vejo cartunistas como o Paulo Caruso tendo orgasmos ao falar do Lula no Jornal da Globo (aquela rede de televisão que era odiada pelo próprio Paulo Caruso e pelo seu "senhor", o Lula, hoje o comandante do Governo Federal).
Não vou me alongar, pois as imagens falam melhor do que um texto meu.